Vozes do Centro

Na intervenção social é preciso, hoje mais que nunca, inovar e ousar com criatividade, para se chegar mais longe e ao mesmo tempo mais perto de cada pessoa, de cada instituição, de cada grupo. O Núcleo Regional do Centro da REAPN surge como um “esforço” em congregar acções que levem ao desenvolvimento sustentado de toda a Região onde os seis núcleos distritais da Rede Europeia Anti-Pobreza / Portugal desenvolvem a sua intervenção.

quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Núcleo de Leiria da Rede Europeia Anti-Pobreza caracteriza região

O Núcleo Distrital de Leiria da Rede Europeia Anti-Pobreza (REAPN) está a desenvolver um estudo, em parceria com o Centro de Investigação Identidade(s) e Diversidade(s) da Escola Superior de Educação de Leiria, com vista a obter um retrato sócio-económico e uma caracterização das organizações de solidariedade do distrito de Leiria.Este trabalho, que deverá ficar concluído até ao final do ano de 2006, é o primeiro levantamento do género feito por aquele núcleo, relacionado com a temática da pobreza e da exclusão, devendo funcionar como um instrumento de intervenção social."Ainda estamos a recolher todos os dados e a compilar tudo para depois analisarmos", disse ao Diário de Leiria Patrícia Grilo, técnica do Núcleo Distrital de Leiria da Rede Europeia Anti-Pobreza.Este trabalho incluirá dados fornecidos pelas instituições do distrito associadas do núcleo, que actualmente ronda as 40 (Leiria, Marinha Grande e Pombal são os concelhos com maior concentração de instituições associadas).O Núcleo Distrital de Leiria da Rede Europeia Anti-Pobreza iniciou a sua actividade em Junho do ano passado, com o objectivo de congregar um vasto número de instituições de solidariedade social do distrito de Leiria. Com elas, o núcleo desenvolve estratégias de intervenção social visando erradicar/atenuar a pobreza e a exclusão social. No terreno, o núcleo distrital procura mobilizar e envolver as instituições do distrito de Leiria de forma a garantir um efectivo trabalho em rede, facultar informação de carácter social a todas as instituições sociais, e dar-lhes "novas metodologias de trabalho", explicou Patrícia Grilo.A sua acção é também direccionada para o desenvolvimento de planos de formação que contribuam para combater as necessidades sentidas pelos agentes de intervenção social, para a criação de espaços de debate de ideias entre as instituições, e para a promoção de estudos que auxiliem no processo de intervenção. Apoiar e esclarecerDesde a sua criação em Leiria, o núcleo desenvolve diversas actividades com vista a esclarecer e apoiar as instituições associadas como visitas institucionais, seminários, encontros, mesas redondas, fóruns e acções de sensibilização/informação. Promove ainda reuniões de núcleo mensais com o objectivo de planificar, executar e avaliar as actividades desenvolvidas.Organiza igualmente acções de formação, especificamente dirigidas a técnicos, dirigentes e voluntários das instituições de solidariedade social, mediante a realização do diagnóstico de necessidades formativas. Ao nível das redes sociais concelhias, este núcleo pertence, até ao momento, à rede social de Alvaiázere e à rede social de Leiria.De acrescentar que a Rede Europeia Anti-Pobreza é uma Organização Não Governamental. Em Portugal, desenvolve a sua actividade desde 1991, no âmbito da luta contra a pobreza e exclusão social. A sua acção está orientada pelos princípios da subsidiariedade, partenariado e participação, tendo iniciado, em 1994, um processo de territorialização através da criação de núcleos distritais.

S. Abrantes, Diário de Leiria, 31 de Agosto de 2006

quarta-feira, 30 de agosto de 2006

Sessões de esclarecimento do Programa Escolhas na região Centro

O Programa Escolhas foi renovado, para o período de 2007 a 2009, por Resolução do Conselho de Ministros, publicada no Diário da República, de 27-06-2006.

O prazo para apresentação das novas candidaturas é até ao dia 2 de Outubro de 2006 e todas as informações podem ser obtidas no site do programa (
http://www.programaescolhas.pt), ou na área de 'informações' do mini-site de candidatura ao Escolhas (http://candidatura.programaescolhas.pt/informacoes.php).

A equipa central do Programa Escolhas irá efectuar um conjunto de sessões de esclarecimento sobre o processo de candidaturas, que se encontra a decorrer e, que terminará a 2 de Outubro de 2006. Na região Centro, estas sessões irão decorrer nas seguintes datas, horários e locais:


7 de Setembro pelas 10h 30m
IPJ - Delegação Regional da
Guarda

7 de Setembro pelas 10h e pelas 15h
IPJ - Delegação Regional de Coimbra

8 de Setembro pelas 10h
IPJ - Delegação Regional de Leiria

As inscrições para as sessões de esclarecimento poderão ser efectuadas das seguintes formas:

- Através do mail candidatura@programaescolhas.pt, colocando no assunto - Sessões de Esclarecimento;
- Para Lisboa através do telefone 21 810 30 60 ou do fax 21 810 30 79;
- Para o Porto através do telefone 22 204 61 12 ou do fax 22 204 61 19.

As Instituições interessadas poderão inscrever-se, indicando o local, dia da sessão, nome da Instituição, nome do seu representante e contacto. Apenas poderá participar uma pessoa por instituição.


fonte da notícia: Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas
Gabinete de Educação e Formação
Rua Álvaro Coutinho, 14
1150-025 Lisboa
Tel: 21.8106163

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

Salário mínimo nacional é o que dá menor nível de vida na UE-15

"O poder de compra dos trabalhadores portugueses que recebem o salário mínimo nacional é o mais baixo, comparando com todos os países da Europa a Quinze. O nível de vida destes trabalhadores em Portugal é, mesmo, inferior ao dos malteses e eslovenos, dois dos países que aderiram à União Europeia em 2004. O Luxemburgo é o país comunitário onde o poder de compra conferido pelo salário mínimo é mais elevado - 2,7 vezes mais alto do que o nacional.Em Portugal, existem pouco mais de cinco milhões de trabalhadores, a esmagadora maioria por conta de outrem. E de acordo com o Eurostat, 5,5% dessas pessoas recebem o salário mínimo, ou seja, quase 285 mil trabalhadores portugueses vivem com 385,90 euros por mês, aos quais ainda têm de fazer descontos para o IRS e a Segurança Social.Atendendo ao custo de vida nos vários países, as contas da Direcção-Geral de Estudos, Estatística e Planeamento (DGEEP) indicam que é em Portugal que estes trabalhadores têm o menor poder de compra. Em Espanha, por exemplo, cada pessoa a receber o salário mínimo tem uma capacidade de compra superior em 200 euros à portuguesa e, no caso dos gregos, a diferença aumenta para 260 euros. A maior disparidade verifica-se relativamente aos luxemburgueses 892 euros (sempre valores ajustados ao poder de compra e não o montante absoluto do salário efectivamente pago).De todos os países comunitários, é na Letónia que se encontra o poder de compra mais baixo. Neste país do Báltico, cada trabalhador com o salário mínimo recebe, em paridade de poder de compra, menos de metade de um português.Só nove têm salário mínimoNem todos os países fixam um limite mínimo de salário. A Alemanha, por exemplo, só agora está a discutir este assunto. É um dos seis países da União Europeia a Quinze onde cada trabalhador negoceia com a entidade empregadora o valor da remuneração, sem qualquer limite.Ao contrário, Portugal, Espanha, Grécia, França, Irlanda, Reino Unido, Bélgica, Holanda e Luxemburgo estabelecem um valor mínimo, que serviu de base à comparação da DGEEP. Mas, ainda assim, os montantes efectivamente pagos por cada país têm de ser ajustados. Primeiro, explicou José Luís Albuquerque, sub-director-geral da DGEEP, foi tido em conta que Portugal, Espanha e Grécia pagam 14 e não 12 meses.Depois, foi necessário atender à diferença de preços. No Luxemburgo, por exemplo, os bens são mais caros do que em Portugal, pelo que 100 euros nos dois países acabam por ter valores diferentes. A retribuição mínima garantida em Portugal, ajustada a apenas 12 meses e à paridade do poder de compra, é assim a mais baixa da União Europeia a 15.Valor demasiado baixo, protestam os sindicatos. Uma das razões invocadas pelos vários governos para limitar as subidas é a ligação entre o salário mínimo e inúmeras prestações sociais, como pensões de velhice ou abono de família. Cada mexida na retribuição implica igual mexida nestas prestações, com custos orçamentais incomportáveis. O actual Governo quer cortar esta ligação, de forma a poder subir mais o salário mínimo. Em Dezembro, terá de anunciar o valor para 2007." Alexandra Figueira, Jornal de Notícias, 26 de Agosto 2006

Sinais de aumento da pobreza são mais visíveis em Portugal

Os beneficiários do rendimento social de inserção e abono de família têm vindo a aumentar, o que indica que sugere que os portugueses têm estado a perder rendimento. Só este ano houve mais 92 mil casos de portugueses a receberem o «rendimento mínimo».

Os beneficiários do rendimento social de inserção e abono de família têm vindo a aumentar, o que indica que sugere que os portugueses têm estado a perder rendimento. Só este ano houve mais 92 mil casos de portugueses a receberem o «rendimento mínimo».
O universo de beneficiários do rendimento social de inserção e do abono de família aumentou substancialmente no último ano, em especial nos últimos seis meses, sugerindo o empobrecimento de uma franja da população, num quadro de subida do desemprego, noticia hoje o «Diário de Notícias». Os titulares do rendimento social de inserção (RSI) quase duplicaram em Julho face a igual período do ano anterior, passando de 135.150 para 268.384, de acordo com dados do Instituto de Informática e Estatística da Segurança Social.
Desde Janeiro, o agravamento foi contínuo, contando-se mais 92 mil casos até Julho. Em consequência a despesa com esta prestação subiu 21,7% até Junho deste ano, representando cerca de 170 milhões de euros, tal como aponta a síntese de execução orçamental, adianta o mesmo jornal.

in Jornal de Negócios on-line, 23 de Agosto de 2006